segunda-feira, junho 18



Não sangra mais. Porém as cicatrizes permanecem intactas, como se nunca fosse desaparecer. Permanecem como um aviso para que eu possa sempre lembrar o quanto sou fraca e como certas situações podem me destruir.
A faca foi abolida dos guardados, mas não sei até quando posso mantê-la longe de mim.

É como observar o infinito: às vezes estamos em direções opostas, procurando outros caminhos os quais nunca encontraremos. Mas em um ponto, não muito distante, cruzaremos.
Será em nós mesmos. Fecharemos o ciclo e passaremos a caminhar juntos, de mãos dadas.
Sim, seremos um só e eu lhe prometo ser a luz que você nunca encontrou.

domingo, junho 17


Sabe o que é? Eu tenho sentido falta.
É uma saudade imensa de poder conversar, de ter alguém para ouvir e, ao menos, fingir que entendeu.
Estou sentindo falta de mais compreensão e menos críticas. Um abraço bastaria... Um par de ouvidos também.


Esvazia minha querida. Leva embora.
Acalma teu coração. Aquieta tua alma.
Chora que passa.
Não é vergonha chorar.
Pode crer que alivia.
Não guarde esse rancor. Não vale a pena!
Você vale muito mais.

As minhas melhores composições são feitas quando eu estou embaixo do chuveiro, sentindo a água quente levar embora todas as aflições que se instalam em mim.
É embaixo do chuveiro que as lágrimas escorrem, lavando meu rosto, limpando meus olhos; e acabam levando toda a culpa que eu sinto... Mas que não me pertence.
É lá no chuveiro... No banho... No banhar dos meus pensamentos que são feitas as melhores composições.
Uma pena elas irem embora pelo ralo e sobrar apenas lixo. Lixo sinônimo de mim mesma. Do que eu sou. Do que você lê.