em muito caminhos ocultos da alma. Já choramos e sorrimos, aprendemos e cometemos atos de burrice arremediáveis. Juntas. Mas não estou aqui pra falar do que já fizemos ou deixamos de fazer, porque o mais importante nessa historinha de conto de fadas é o que deixou felicidade plena e o que marcou pro resto de nossas vidas. Conversamos, brincamos e agimos feito crianças, na maioria das vezes, mas quando a coisa é séria, falamos feito gente grande. E a coisa aqui é séria. De uma seriedade infantil que atinge o âmago de qualquer ser que imagine ao menos o significado da palavra amor. Com você eu entendi alguns significados, e um deles foi o da palavra intensidade. Quem é que imaginaria em o que aquelas duas menininhas voltando da escola juntas se transformariam? Intensidade foi o que eu senti desde a nossa primeira troca de palavras, e em cada segundo do nosso depois. Intensidade que construiu o que hoje sinto por você. E que me faz ter a certeza que, daqui pra frente, o nosso depois não existe mais. O que hoje existe é o nosso sempre. Porque mesmo que eu viva 100 anos, eu nunca vou esquecer daquelas duas pequenininhas. E, sim, a minha fantasia é tricotar um dia com você. Sentar em uma cadeira de balanço e ver um álbum velho e poeirento de fotos, enquanto tecemos fios de lembranças boas. E nesse dia, eu desejo que a vida que tivemos tenha sido feliz. Porque até agora, apesar das pedras no caminho, ela tem sido, se não boa, pelo menos tranquila. E pode crer que se é assim, é muito por você. Conto de fadas não existe, mas você me mostrou que amizade pode ser uma palavra abstrata, mas na prática é bem concreta. Coisas que a gente pode pegar, abraçar, beijar, afagar, fazer cafuné e andar de mãos dadas mandando o resto do mundo pra puta que o pariu.
Larissa Alves.