É uma lei natural. É como nascer, viver e morrer.
Todos nós nos apaixonamos e o inevitável da paixão é: todos nós - de uma forma direta ou não -, nos machucamos.
E depois do sofrimento, da decepção, nasce um sentimento de busca e melhora do tempo perdido. Aí, eis que surgem novas oportunidades de encarar tudo outra vez. E nunca encaramos, e se, corremos o risco, não é de braços abertos. A ferida dói quando se estica a pele, impossibilitando de abrir totalmente os braços, fazendo com que eles se movam com fraqueza e pouco. Devido a dor, nos fechamos. Fechamos para balanço, sem data para abrir de novo.
Para protegermos a nossa ferida, criamos uma espécie de "capa protetora". Uma espécie de capa de invisibilidade, exatamente como a do Harry Potter.
Colorimos a nossa vida com três cores: branco, preto e um pouco de cinza, só para fazermos uma escala de cores para parecer um pouco mais colorida.
Nos esquivamos de outros problemas e até mesmo da felicidade. É mais fácil se afundar cada vez mais, do que procurar uma saída para fazer melhor.
A capa protetora não pode ser tirada nem mesmo para lavar. Ela precisa permanecer ali.
Eu confesso que vivi assim por mais de dois anos. 2 anos e 3 meses.
Mas como nunca é tarde, de repente, um dia, eu acordei feliz. Busquei na minha gaveta novos lápis. Fiquei um bom tempo sem postar minhas melancolias. Encontrei uma ajuda indispensável e simplismente tirei férias de mim mesma.
Comprei passagem sem volta para o meu sofrimento. E deixei a alegria tomar conta de mim. Fui tratar de fazer as outras pessoas ao meu lado felizes, afinal, elas também merecem.
Tornei a minha alegria uma coisa contagiante para não deixar que a tristeza volte.
O negócio é viver feliz.