segunda-feira, agosto 30

"Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante, quem sabe o amor tenha chegado ao final”.

O amor não chegou ao final.

Aliás, nunca existiu amor.
Era apenas empolgação de poder ter os corpos juntos, o suor escorrendo pela face e o prazer momentâneo.
Não existia nenhum outro sentimento além de desejo e paixão. O que queríamos, era estarmos juntos e compartilhar disso depois de um ou dois copos de cerveja.
Conversas corriqueiras sem fundamentos.
Era apenas enrolação até a hora de irmos a um lugar escondido.
Beijos ardentes que faziam o tempo passar acelerado e o coração bater mais rápido. Faziam o sangue arder as veias, e uma vontade incontrolável tomava conta de cada célula daqueles corpos.
Mas era só prazer carnal. Ambos voltavam para casa pensando estar satisfeitos, mas era apenas satisfação momentânea.
Era necessário muito mais do que contato físico para preencher todo o vazio que estava ali presente. Não existiam segundas intenções de buscar mais felicidade e aprender a amar um ao outro de forma mais plena.
Isso fez com que os dejesos profundos se esfriassem, e a graça daquela brincadeira acabou.
O suor secou e o prazer foi-se embora.
A cerveja ainda está em cima da mesa. Porém está quente, e os corações estão frios.