sábado, outubro 30

Chuva constante e lembranças dolorosas. A dor, rapidamente, toma conta.
A felicidade não é verdadeira, a alegria é falsa, o carinho próprio praticamente não existe mais.
Não posso falar que o esforço tem sido em vão, mas as diferenças não são satisfatórias. A minha grande vantagem? Eu disfarço muito bem. Está tudo guardado em mim. É impossível abrir-se a outras pessoas em um meio completamente indiferente. Um lugar onde as pessoas te olham e julgam, não dando a mínima para o que você é, ou o que você pensa.
Os tempos vão passando e o que eu mais tenho visto é que, literalmente, as pessoas não são o que pensamos ser. Até mesmo as pessoas que estão presente, a longas datas, são capazes de surpreenderem com as atitudes mais medíocres possíveis.
E isso tem me feito sentir a pessoa mais solitária e desprezível. Eu olho ao meu redor e não vejo ninguém com quem eu possa contar.
Depois de ter a confiança testada tantas vezes, eu sinto medo de ser decepcionada outra vez. Não existem possibilidades de um pedido de socorro. Não existem braços abertos me esperando como uma forma de afago. E a cobrança... Cresce de maneira exponencial.