segunda-feira, outubro 4

nostalgia

Já havia parado algumas vezes para reler as coisas que escrevo, mas nunca havia dado tanta atenção como dei hoje. Resolvi "repostar" algumas postagens. Elas realmente significam muito para mim...

"Changes

Não são mudanças repentinas.
Elas estão caminhando comigo desde do dia que tudo acabou. Eu sempre tive uma expectativa muito grande de fazer diferente. De ser feliz, embora nunca conseguisse isso. Pelo fato de necessitar muito da sua presença.
Mas é que agora, com toda essa solidão, após exatamente dois anos sem nenhuma atitude ou decisão sua tomada, aos poucos eu tenho tomado as rédias da minha própria vida.
Não sei se dessa vez vai ser pra valer, mas o meu esforço é óbvio e enorme.
Mas existem pessoas que torcem pela minha felicidade e eu admiro isso. E essas pessoas me fazem feliz.
Agora, eu estou seguindo a linha delas. Me aproximando, desfrutando de uma amizade verdadeira.
Eu só não vou assumir a minha felicidade toda de uma vez. Porque eu ainda não tenho absoluta certeza dela. E eu tenho medo da minha reação ao assumir isso.
E sempre que eu estou feliz alguém sempre acaba puxando o meu tapete.
Primeiro vou devagar. Bem devagar.
Mas aos poucos eu vou retomar tudo aquilo que a sua ausência me tirou."


"1° de outubro

Primeiro dia do mês.
Primeira chuva do mês.
As tristes chuvas de outubro estão começando... As chuvas que me trazem dor.
É nessa época que a minha ferida dói com mais intensidade.
O enorme buraco em meu peito se abre mais e me distrói. Dia após dia.
O frio que me remete as lembranças mais dolorosas e sofridas que me fazem chorar.
E é justamente nessa época que o velho jogo de sorrir quando nada vai bem, começa.
É nessa época que eu tiro a minha máscara da gaveta e coloco sobre os meus olhos. Disfarçando a solidão. Me fazendo sobreviver.
Hoje, é primeiro de outubro. "


"Hoje eu sou o que restou da dor

Eu sou a saudade que você me faz, as lembranças que você me traz.
Eu sou todas as lágrimas que já caíram ao chão.
Eu estou presente em corpo, mas a minha alma está longe, vagando sempre nas memórias que você me deixou. Vagando nas promessas que você me fez, no amor prometido para toda a vida que segue apenas em mim.
Hoje, eu sou apenas uma pessoa que lamenta os seus erros.
Eu sou uma pessoa que deixou que a dor tomasse conta de tudo que há, desistindo de seus maiores sonhos.
Eu sou o arrependimento, a mágoa, a tristeza, a saudade.
Eu sou aquilo que você deixou para trás, prometendo que um dia iria voltar para buscar e nunca mais apareceu.
Eu sou a espera incessante, a ansiedade e o medo de perder aquilo o que nos resta. A nossa “amizade”.
A verdade é que eu não sou nada sem você."


"Não se esquece.

Essa é a verdade. Amor de verdade nunca se esquece.
Porque como dizia o poeta Fernando Pessoa: “Amor não se conjuga no passado. Ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente.”
Tudo fica sempre guardado na mente e no coração.
Nada e ninguém substitui as alegrias, os risos, o beijo, inclusive a dor.
A dor de saber que por quem você sentia todo aquele estremecer no seu corpo, não está ali mais junto de você.
E depois de tanto tempo se esforçando para que as coisas se resolvam um dia você acorda e diz pra você mesma que não ama mais. E de repente você abre a sua mente e revê as suas memórias e observa aquela imagem na sua cabeça e descobre que o amor ainda está ali.
O amor que nada destrói. Que não se acaba.
E a verdade é que você aprende a conviver com a dor.
Aprende a acordar todos os dias sabendo que está sozinha.
Aprende que as pessoas são orgulhosas.
Aprende que a dor continua ali e dói com intensidades diferentes.
Você aprende a ser sozinha.
Porque amor de verdade não se esquece.
Nunca... "





Todas as postagens foram escritas no segundo semestre de 2009.