segunda-feira, julho 18

Eu preciso do meu espaço, do meu tempo.
Eu tenho uma enorme necessidade de respirar sozinha, sem ter ninguém me pressionando para que eu seja alguém que eu nunca vou poder ser.
Quero ter um dia onde ninguém abra as minhas gavetas, ou olhe a minha bolsa, pois eu tenho vontade de ter meus próprios segredos. Eu nunca tive segredos.
Eu anseio andar sozinha e viver meus próprios problemas. Guardá-los para mim e nunca mais ouvir a ordem de que eu preciso mudar o meu jeito, ou a minha postura.
Gosto de parar errada.
Estou cobiçando os meus desejos de ser quem eu quero ser. Sem sonhos alheios, sem cobranças.
Não quero vigilância, muito menos ter que dividir alguma coisa que, hipoteticamente, seria minha.
Mesmo que eu não use, não fale, não gaste. Quero que seja só minha.
Pois algumas coisas são óbvias: se eu não divido meus sentimentos ou problemas, também não divido as minhas coisas materiais.