E eu não acreditava! Achava que quando você me chamava de bobinha estava sendo carinhoso, mas na verdade estava ironizando os meus sentimentos e deixando claro que eu era, literalmente, uma idiota, por acreditar que um homem qualquer, que se conhece no bar, poderia mesmo importar-se com alguém que sofria.
Engraçado que você soube envolver-me como ninguém havia feito antes. Conseguiu arrancar de mim todo o meu silêncio e os meus segredos só pra ter o prazer de dizer que conseguiu provar, por a mais b, que realmente é um homem sensacional. Logo eu que sempre fui tão cautelosa com os meus medos e os meus amores, que nunca deixei as pessoas aproximarem-se de mim, e que estive sempre muito bem resguardada. Para nada... não serviu de nada!
Ainda bem que acredito na premissa de que o sofrimento é uma forma de aprendizado. E eu aprendi com você. Hoje, mais do que nunca, eu sei o quanto eu não devo confiar nas pessoas que se aproximam de mim, e que os meus problemas jamais deverão ser compartilhados com terceiros. Entendi que ciúme exacerbado não é prova de fidelidade ou carinho e que você não trouxe felicidade alguma.
Não sei quem decretou um fim para tal envolvimento: se foi a sua falta de hombridade ou se foi a minha mensagem, mas quem o fez, fez na hora certa. E bem feito!
Infelizmente não tinha como haver continuidade. A conclusão maior que eu consegui chegar era que você não tinha maturidade suficiente para saber enfrentar um problema simples.