segunda-feira, abril 18

A bailarina está com os pés cansados, calejados.
Andou por várias ruas, esteve em várias avenidas e parou em algumas esquinas.
Cada lugar com uma lembrança, vagamente, guardada em sua mente.
A bailarina agora corre e foge com uma velocidade surpreendente.
Quer voltar aos palcos, colocar suas ponteiras e pisar no breu para não escorregar, não errar.
A bailarina quer saltar de um lado para o outro e fugir da realidade que corta, corroi.
Ela não quer incomodar e muito menos ser incomodada.
A bailarina vai fugir. Mas antes não podemos esquecer: oito tempos de plie.