terça-feira, abril 19

Nayara Marques Santos

Existem várias formas eloquentes de começar-se uma amizade. A nossa não foi diferente.
O início de como tudo começou cabe mesmo a nós duas. O fim... Bem, este não existe.
Mas o realmente tocante é o desenrolar do meio desta história: os altos e baixos que me levaram a admirar a pessoa mais doce e gentil que eu já havia conhecido até então: a menininha com o coração mais afável que eu já vira.
Com todas as suas qualidades você tem os seus defeitos, e eu estaria sendo falsa se não os colocassem em evidência. Porém são os defeitos que, verdadeiramente, formam o caráter do ser humano e faz com que outras pessoas o admirem. E eu juro que não amaria você se não fossem pelos seus inúmeros defeitos que enchem o meu coração de alegria.
Aqui estão eles, enumerados de acordo com as minhas remotas lembranças: o seu terrível hábito de esquecer as coisas. Como pode ser tão pequena e tão esquecida?
O seu perfeccionismo que produz as mais belas cartas de amor que abarrotam meu coração de alegria.
A sua inocência que às vezes torna-se qualidade.
O seu cinismo quando algo não lhe agrada. A sua cara irônica me faz rir, sempre.
O fato de você ser tão afobada e na maioria das vezes – digo sempre -, tão desnecessariamente.
O seu medo de arriscar. Por favor, não seja insegura. Os seus erros irão lhe guiar pelo caminho mais cruel e mais belo de viver.
Minha “mamadizinha”... Como eu sou apaixonada pelos seus gritinhos e pela sua simpatia.
Nayarinha, miss simpatia? Uma ova! Essa mulher é osso duro de roer (mentira!).
Não precisa mentir pra mim e dizer que é má. Seu bom caráter a faz sempre uma pessoa afetuosa e aprazível.
E de qualquer forma, com muito ou poucos defeitos, eu vou te amar sempre. Você nunca será passageira, pois entre nós duas não existem meio termos.
É sempre intenso e da forma mais sincera possível e, sim, eu me caso com você!